E depois da Playboy…

Olá, como todos voces sabem, na semana passada saiu para as bancas a ediçao número um da Playboy portuguesa, com uma moça nua na capa, com mais moças nuas no interior da revista, uma moça nua num poster e uma entrevista de 10 páginas a um futebolista, ou seja, mais uma das muitas revistas de mulheres nuas que há nas bancas que nao acrescenta nada de novo, basicamente é mais do mesmo. Porém, na mesma semana em que saiu a PlayboOlá, como todos voces sabem, na semana passada saiu para as bancas a ediçao número um da Playboy portuguesa, com uma moça nua na capa, com mais moças nuas no interior da revista, uma moça nua num poster e uma entrevista de 10 páginas a um futebolista, ou seja, mais uma das muitas revistas de mulheres nuas que há nas bancas que nao acrescenta nada de novo, basicamente é mais do mesmo. Porém, na mesma semana em que saiu a Playboy uma outra revista de mulheres “peladas” foi lançada no mercado portugues. “Mais uma”, pensam voces. Mas pensam mal pois esta revista vem revolucionar por completo o segmento do mercado em que se insere, pois além de mulheres nuas também é sobre filosofia. É a Filoboy e o Hemiciclo esteve a conversa com Carlos Miguel, estudante de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa e co-fundador da Filoboy: – O Hemiciclo: Olá Carlos Miguel. Como surgiu a ideia de misturar mulheres nuas com filosofia? – Carlos Miguel: Ora bem, esta ideia surgiu-me quando estava eu a dar uma vista de olhos num livro de Descartes e encontro uma revista da Playboy escondida lá dentro. Confesso que fiquei escandalizado ao conceber a ideia de que havia alguém a profanar Descartes desta maneira, até que dada altura pensei: Carlos Miguel, Carlos Miguel, olha que isto com mulheres nuas até que era capaz de ser muito mais interessante e cativante. E assim foi. – O Hemiciclo: Mas nao acha estranho misturar a filosofia com mulheres nuas? Nao quero ser preconceituoso Carlos Miguel mas aqui entre nós, os filósofos nunca foram propriamente muito chegados a mulheres… – Carlos Miguel: Isso sao boatos que se levantaram ao longo dos séculos sobre nós. Boatos completamente falsos, digo-lhe já. Eu por exemplo, já me fartei de ver mulheres nuas ao vivo. – O Hemiciclo: Tem a certeza? Nao me parece que tenha ar disso… – Carlos Miguel: Tenho pois! Nao é a toa que me chamam o Casanova da FL de Lisboa! – O Hemiciclo: Olhe que nao me parece… – Carlos Miguel: Pronto! Está bem! Nao chamam! E confesso! Na minha vida toda só vi uma mulher nua e foi só da cintura para cima, foi a minha tia Amélia que uma vez se sentiu mal e tiveram que lhe tirar a blusa. E espere! Vi duas, vi duas! Ah, nao, espere lá…era a Milú, uma caniche que era da minha tia Amélia. Mas é sexo feminino na mesma, por isso conta!! – O Hemiciclo: Se calhar é melhor ficarmos por aqui Carlos Miguel voce está um bocado sobressaltado e tal…foi um prazer e desejo tudo de bom para a Filoboy. Tal como aconteceu com a Playboy também o lançamento da Filoboy suscitou alguma polémica em Portugal, com algumas personalidades a mostrarem o seu desagrado. Uma delas foi Maya que após ter manifestado o seu desagrado pelo facto de nao ter sido capa da Playboy fez o mesmo com a Filoboy, o Hemiciclo esteve lá e ouviu: “Ai, aqui a tia Maya acha que esta capa e esta sessao fotográfica estao muito fracas. A Kate Winslet nao percebe nada disto…quem ali devia estar (na capa) era eu! Já para nao falar que o Empirismo Lógico está fora de moda…”. Outra voz que se juntou a contestaçao foi Mário José, filósofo que defende que “acho que aquela página central sobre o epicurismo é demasiado vulgar. Muito previsível. Deveriam ter feito uma coisa mais arrojada e ter optado pelo Marxismo, por exemplo”. No entanto, o Hemiciclo também recolheu algumas opinioes favoráveis a revista como foi o caso de Júlio Santos, professor de Filosofia no ensino secundário: “Olhe, da minha parte só tenho a dizer maravilhas da Filoboy. Os alunos começaram a interessar-se mais por filosofia. Já participam mais nas aulas, o aproveitamento melhorou muito. Estou muito satisfeito com a Filoboy e tenho que dar os meus parabéns a quem teve esta ideia porque isto é serviço público. Os meus parabéns.”  Bom, daqui é tudo. Corram para as bancas e comprem já a Filoboy antes que esgote. Até vos deixo aqui um exemplar do número um e tudo:  Montagem: Joao Cacelas  

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